Publicado em 4 de janeiro de 2009 por Thiago Pessato
Depois das festas de fim de ano, não há nada melhor do que pegar a estrada e descansar numa praia tranqüila, certo? Mas com a chegada do verão, as praias mais conhecidas ficam lotadas de turistas e a tarefa de encontrar esses refúgios se torna ainda mais difícil. Apesar disso, alguns trechos do litoral do Nordeste oferecem pouco agito e alguma infra-estrutura. Então, se você não quer disputar a tapa um pedaço de areia na praia com outros turistas, vão aqui três sugestões:
Praia de Tassimirim – Boipeba, BA
Tassimirim fica na ilha de Boipeba (340 km ao sul de Salvador), vizinha à ilha de Tinharé, onde fica Morro de São Paulo. Há poucas opções de hospedagem na Ilha e alguns restaurantes são improvisados na beira da praia. A paisagem é deslumbrante, com imensos coqueirais e mar calmo.
Para chegar até lá, é preciso pegar um barco (se você for de carro, terá de deixá-lo em um dos estacionamentos antes de fazer a travessia) saindo de Valença, Cairu ou de Morro de São Paulo.

Praia de Tassimrim - FOTO: Pedro Milliet
Praia do Madeiro – Pipa, RN
Apenas três quilômetros separam a agitada Praia de Pipa (90 km ao sul de Natal) da Praia do Madeiro, distância suficiente para fazer deste um dos melhores e mais sossegados pedaços do litoral potiguar. Rodeada por falésias e mata nativa, o acesso até a praia é feito a pé. Deixe o carro à margem do asfalto e desça as escadas em meio ao verde. No final, lá embaixo, o prêmio é compensador: uma paisagem de cinema, e com alguma sorte, você consegue nadar ao lado dos golfinhos (o lugar também é conhecido como Enseada dos Golfinhos).

Praia do Madeiro, em Pipa - FOTO: Hélio Miguel
Praia do Patacho – Porto de Pedras, AL
Se você conhece a Praia de Carneiros, um paraíso no sul de Pernambuco, e acha que o lugar já anda badalado demais, está na hora de viajar um pouco mais ao sul, até Porto de Pedras, na vizinha Alagoas. Mais precisamente na Praia do Patacho.
A apenas 100 km ao norte de Maceió, pela AL-101, ou pela PE-060, saindo de Recife (neste caso, você terá de ir até Japaratinga e pegar a balsa), Patacho já está ficando famosa por ser ideal para casais em lua-de-mel, já que a região apresenta ótimas opções de hospedagens, e ninguém mais além de poucos e simpáticos pescadores. Como o lugar não conta com infra-estrutura turística além das raras pousadas, a dica é fazer um “tour gastronômico” nas melhores hospedagens. Mas lembre-se, você precisa se hospedar em uma delas e pedir orientação para reservar sua mesa nas outras pousadas.

Praia do Patacho - FOTO: Praia Certa
Tags: 2009, baía dos golfinhos, boipeba, descanso, madeiro, patacho, pipa, porto de pedras, praia, relaxar, tassimirim
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Publicado em 5 de dezembro de 2008 por Thiago Pessato

Foto: Pousada A Ver o Mar

Foto: Pousada A Ver o Mar
Essa praia de nome curioso talvez seja a mais tranqüila do litoral sul de Pernambuco. Fica no município de Sirinhaém, distante apenas 76 km de Recife, no sentido sul.
Muitos consideram A Ver o Mar uma praia distinta da praia do Gamela, outros sequer ouviram falar nesse nome estranho. Fato concreto é que a beleza faz do lugar uma ótima pedida pra quem quer sair da rotina de ir a Porto de Galinhas, Serrambi, Carneiros e outras mais baladads. A Ver o Mar tem mar calmo, protegido por arrecifes. Com falésias de areia bem branca e imenso coqueiral, é procurada por quem gosta de acampar, já que é praticamente deserta.
Pra quem conhece a Praia dos Carneiros, A Ver o Mar é a praia na outra margem do rio, onde se vê um paredão branco de areia e apenas uma casa, que aliás, é a única pousada do local (o trecho à esquerda desse paredão, que é mais próximo de Carneiros, é considerado Praia de Guadalupe).
Pra chegar lá, é preciso pegar a PE-060 até Sirinhaém, depois seguir pela estrada de asfalto que leva até Barra de Sirinhaém. Antes de chegar em Barra de Sirinhaém, dobre à direita e siga pelo asfalto, passando pela Praia de Guaiamum, chegando enfim a Gamela/A Ver o Mar.
Tags: a ver o mar, barra de sirinhaém, dica, guadalupe, pernambuco, praia, praia do gamela, sirinhaém
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Publicado em 27 de novembro de 2008 por Thiago Pessato
Recebemos hoje uma reclamação de uma frequentadora da praia da Enseada dos Corais, em Cabo de Santo Agostinho. Ela alerta:
Sou frequentadora da praia de Enseada dos Corais, no Cabo, e quero aqui externar a minha revolta porque os bugueiros, na ganâcia do dinheiro, trafegam pelas praias do nosso litoral pondo em risco a vida dos banhistas, principalmente crianças e todo o nosso ecossistema.
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Publicado em 25 de novembro de 2008 por Thiago Pessato
Se você é daqueles que não gosta de resorts nem mesmo das pousadas mais simples e longe da praia, sem dúvida o Xalés de Maracaípe é uma das melhores opções para se hospedar na região de Porto de Galinhas. Fica de frente para o mar de Maracaípe (pra mim, é a melhor praia do destino Porto de Galinhas), numa área de 96ha. Com tanto espaço, a opção por construirem chalés individuais dá a sensação ao hóspede de que se está realmente em casa. Tudo é grande. O quarto, a cama, o banheiro, a área comum.. mas o melhor mesmo é ficar na rede da varanda curtindo a brisa batendo nos coqueiros e o mar ao fundo.
O Xalés está sempre lotado, portanto se você pretende se hospedar por lá, é bom correr…

Da varanda, este é o visual...

Varanda do chalé
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Publicado em 14 de novembro de 2008 por Thiago Pessato

PE-060, alguns quilômetros ao sul do acesso a Porto de Galinhas
Quem viaja de carro pelo litoral de alguns estados do Nordeste (Alagoas, Paraíba e especialmente Pernambuco) se acostuma com a paisagem da foto acima. São as plantações de cana, que há séculos se incorporaram à região e fazem parte da história de muitos que vivem e sobrevivem desta economia. Mas como tudo na vida tem seu preço, o preço dos canaviais foi a derrubada da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçadas do mundo.
Ontem à tarde andei pela PE-060, que liga Recife até o litoral Alagoano, tentando imaginar como deveria ser a paisagem daquela região séculos atrás. Não precisei ir muito longe pra ver uma área de mata fechada, logo antes do acesso à Tamandaré. Parece a entrada de um túnel, na verdade um “túnel verde”. A placa anuncia logo ao viajante: “Reserva Biológica de Saltinho”.
Uma pesquisa rápida na internet traz alguns dados importantes sobre a Reserva: são 548 hectares de floresta que servem como centro de estudos para pesquisadores, alunos de escolas especializadas e ecologistas. A visitação só pode ser feita com autorização do IBAMA.
Para os que se aventuram de carro pelas praias do Nordeste, este trecho próximo a Tamandaré talvez seja um dos melhores exemplos de como seria a região com impacto menor do homem. Quem sabe um dia progresso será sinônimo de preservação da natureza, afinal quem vive sem ela?

Trecho da rodovia que corta a Reserva de Saltinho
Mais sobre Saltinho: http://www.museudouna.com.br/saltinho.htm
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Publicado em 11 de novembro de 2008 por Rosália Dors

Nesta foto tirada na última quinta-feira, meninos da região aproveitam para se refrescar na Lagoa.
“Abaeté é uma lagoa escura arrodeada de areia branca… “. A letra da famosa canção de Dorival Caymmi fala de um dos principais pontos turísticos de Salvador. Cheia de encantos e mistérios, não recebe mais lavadeiras, mas é um oásis no bairro de Itapuã.
Parece que contemplar a linda paisagem tem atraído turistas por pouco tempo, bem pouco. Esta é a reclamação dos comerciantes locais. Nos roteiros alucinantes, os visitantes passam apenas os minutos suficientes para ouvir as lendas do Abaeté, comer um acarajé e beber uma água de coco.
Quem sabe esse não é um efeito do ritmo acelerado a que nos impomos até para fazer turismo. Há pouco tempo, o jornalista Haroldo Castro publicou matéria na Época sobre o slow travel, ou seja, turismo sem pressa. Este “tipo”de turismo prevê menos lugares, mais tempo em cada um deles e interação maior com os nativos, afinal é assim que se conhece um lugar, não acham?
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Publicado em 4 de novembro de 2008 por Rosália Dors
Li uma notícia da Folha Online que me provocou algumas reflexões…
Um navio fez manutenção em alto-mar e liberou poluentes que chegaram às praias de Morro de São Paulo, Barra Grande e Ilhéus. A mancha de óleo apareceu primeiro na praia do Guaibim, na cidade de Valença dias atrás. O fato afastou os turistas e causou prejuízos aos comerciantes da região.
Na semana passada, técnicos do Instituto do Meio Ambiente da Bahia, com ajuda da Petrobras, recolheram 800 litros de óleo do mar perto da Terceira Praia de Morro de São Paulo.
A notícia me fez pensar quanto é danoso um acidente ambiental tanto no aspecto econômico quanto biológico (imaginem quantos seres sofrem com os poluentes). O pior é saber que muito provavelmente quem causou o prejuízo não sofrerá conseqüências porque há muitos navios circulando e não houve flagrante.
Aproveitando a deixa de Morro de São Paulo, olhem esta foto antiga que achei no flickr:

Os ecossistemas mudam com o tempo e com a ação do homem, é claro.
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Publicado em 30 de outubro de 2008 por Thiago Pessato


No sul do litoral paraibano, entre Pitimbu e Jacumã, fica uma das praias mais exuberantes que já vi na região, e com infra-estrutura zero. Talvez por isso ela seja tão encantadora!
Fui de carro no ano passado, saindo de Recife, pela BR-101 no sentido norte. Passando a divisa entre PE e PB, saí da BR101 e peguei à direita na PB-044. Tudo asfaltado.. (esse trecho da Paraíba, apesar de mal sinalizado, tem o asfalto bem melhor do que a 101). No trajeto passei por Caaporã, depois Pitimbu (não precisa entrar na cidade: dobre à esquerda no trevo de acesso à cidade), passando por Camocim.. a referência pra se chegar até Barra do Garaú é a praia de Tambaba, então se você se perder (o que é difícil), basta perguntar por ela. Barra do Garaú fica um pouco ao Sul de Tambaba, e o trecho final é de chão, mas dá pra ir tranquilo de carro até a beira da praia. Aliás, os ultimos metros até chegar são com vegetação bem preservada, fechada, com terreno em declive.. portanto não estranhe se você achar que está perdido.
Quando fui, havia um grupo de estudantes de João Pessoa em excursão. Umas 15 pessoas, e ninguém mais. Pelo que disseram, a praia é realmente deserta, a não ser no verão onde em praticamente todas as praias do nordeste há alguém aproveitando.
Como toda a praia deserta, deve-se ter cuidado.. ir em grupos maiores, em finais de semana. Como o mar é agitado, todo cuidado na hora do banho!
(publicado originalmente em julho de 2008, no forum do Praia Certa)
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Publicado em 20 de outubro de 2008 por Thiago Pessato
Todos os anos, geralmente em agosto, a maré alta na lua cheia avança mais do que o normal na Praia de Maracaípe. Na maioria das vezes o mar sobe a ponto de danificar a rua que dá acesso ao Pontal. Segundo os moradores, a cada ano o avanço do mar tem sido mais destruidor.
Na semana passada o mar deu seu sinal de alerta mais uma vez. Os carros conseguiam chegar apenas até o Bar do Jorge (após o Xalés de Maracaípe). Aliás, o bar quase veio abaixo com a força das ondas.

Sem a sustentação da areia, o bar do Jorge quase desmoronou.

O trator da Prefeitura foi chamado pra refazer a estrada de areia.
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Publicado em 14 de outubro de 2008 por Thiago Pessato
Na década de 80, quando ainda havia surfe em Boa Viagem (sem tubarões!) e Porto de Galinhas não passava de uma praia qualquer conhecida apenas pelos nativos, Itamaracá era o destino mais badalado do litoral pernambucano.
A Ilha era lugar de veraneio dos recifenses e serviu como pano de fundo para inúmeras histórias daqueles que curtiram aquela época. Um lugar próspero e de mercado imobiliário aquecido, com belas paisagens e riquíssima história. Itamaracá tinha tudo para se firmar como grande destino turístico nacional.
Infelizmente não foi o que aconteceu. O que se vê hoje é um lugar aparentemente abandonado, com infra-estrutura turística ainda daquela época. As praias continuam lá, o Forte Orange e a Ilhota de Coroa do Avião também, mas quase todos os seus veranistas passaram a freqüentar Porto de Galinhas, Serrambi, Tamandaré, todas ao sul da Capital.
A opinião geral é que a decadência de Itamaracá se deu por dois motivos básicos: a instalação de três presídios e a ligação da Ilha com Recife através dos ônibus de linha, fazendo com que a população e a violência aumentassem. Também não são raros os episódios de fuga de detentos.
Mas há esperança. Itamaracá ganhou na década de 90 o Centro de Preservação do Peixe-Boi Marinho, com o objetivo de proteger os mamíferos que estavam em vias de extinção. Há anos a população do Estado vem reivindicando que sejam desativados os presídios, e parece que finalmente isso vai acontecer ainda este ano.
Se você não conhece, vale a visita. Vá ao Forte e ao Projeto Peixe-Boi, que ficam no sul da Ilha. O trecho que fica do trevo no final da PE-035 até a foz do Rio Jaguaribe é o mais urbanizado, com praias retas, de areia batida e sem ondas.
Há um trecho de 10km de estrada de chão que sai da PE-035 até o Pontal, no extremo norte da Ilha. Dizem que é belíssimo, mas ainda não tive oportunidade de conhecer. Fica para um próximo post…

Rua de acesso à praia no trecho mais urbanizado de Itamaracá. Casas de veraneio que ficam fechadas praticamente o ano todo.

As praias são muito parecidas, mudando de nome conforme o bairro ou ponto de referência. Paisagens diferentes, só nas extremidades norte e sul da Ilha.
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